quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

SAUDADE




De vez em quando eu penso em ti


então minha voz se cala meu corpo estremece


e meu coração bate desesperadamente...


uma lágrima se atira a esmo no espaço


e meus olhos se perdem no infinito.


De vez em quando eu te sinto


acariciando o meu rosto


balançando a cabeça, teus cabelos roçando o vento


tua voz acariciando meu ser


de vez em quando eu te encontro


perdida em meus passos


indomável diante dos meus braços


distante do meu sentimento.


De vez em quando eu penso em ti


como uma andorinha que se foi


como um raio que se apagou


ou uma luz que se perdeu no mar


de vez em quando eu te pressinto


tão perto e tão longe


tão perto que nem posso te alcançar


tão longe que não consigo te esquecer.


De vez em quando eu choro


e não consigo conter minha dor


por não poder te ter


por não poder te amar


por não suportar a força que tem


o rastro de uma felicidade


de vez em quando eu te tenho junto a mim,


pois és no meu amargor


a chama de uma saudade




3 comentários:

Bruno Augusto disse...

"Ninguém mergulha duas vezes no mesmo rio."

Rosa Desfolhada disse...

Essa me fez chorar... =s

Marcus Feichas disse...

Certa vez, Carlos Drummond de Andrade escreveu:

"Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante."

A saudade é algo difícil de lidar, de compreender. Mas sempre a buscamos na mente, no peito. Não há que não sinta saudade, que não viva momentos de saudade. Existem aqueles que criticam o saudosismo, mas, intimamente, se atemorizam com o futuro. Se o futuro nos causa temor já se vive a saudade do tempo corrente. Pois o agora já passou, num piscar de olhos, num momento de reflexão. E ao percebermos que se foi, cultivamos a saudade do que fizemos, do que existiu e do que gostaríamos que tivesse existido.

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