terça-feira, 18 de maio de 2010

Eu sempre soube dos muros...


Eles sempre estiveram ali, sempre foram temíveis, intransponíveis. Porém eu cresci, subi numa montanha e pude ver o mundo com horizontes diferentes, eram novas perspectivas. Meu ninho se tornara pequeno, era agora cubículo onde não podia mais viver. Me lançar para as alturas era necessário, mas o medo dos muros ainda existiam. Eles sempre estiveram ali, a espreita, pareciam protetores, contudo eram também algozes, detentores das torturas de uma mente fechada. O que está além de ti, ó muros? Abrir-se só foi possível quando o confronto com o além-muros se deu. Novo, uma "alegoria da caverna", luz, conhecimento e experiência, livros e cores novas, uma asa a fé, a outra, a razão. Complemento de entendimento e guia claro da felicidade. Feliz cidade, a que conheci, nova por dentro e desconhecida, mas rica, populosa e solitária. Eu, eu mesmo e somente eu. Eu e Ele. Ele, Altíssimo, revelado e desconhecido, sentido, Amante e Amado. Um, Três. Além muros, estava ele, a me esperar...
Vencido o medo, só assim o pude encontrar.

4 comentários:

Clovis disse...

Uma alegoria fantástica do medo e das novidades. Como transpor? Com as asas da fé e da razão...
Abraço

Flor de Lys disse...

Vc me deixa babando ao te ler...
Adorei! ;*

Bruno Augusto disse...

A Igreja, meu caro Clóvis, assim nos leva a pensar e nos ensina a vencer os medos contemporâneos pela razão alicerçada na fé. Com elas unidas subiremos ao céu, segundo o Venerável João Paulo II, papa.

Bruno Augusto disse...

Bom, minha flor... eu estava meio parado no dia que escrevi isso ae. Diante de um muro deveras alto, sem saber bem pra onde olhar, dae olhei pro céu e para dentro de mim, só assim pude enxergar além do que os olhos viam...

São letras.

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