terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ao Amado...


"Se o Amado fosse exposto à visão exterior,
Não suportarias nem o abraço nem a forma.
Insiste em teu pedido, mas com moderação;
Uma folha de relva não pode perfurar uma montanha.
Se o sol que ilumina o mundo chegasse mais perto,
o mundo seria consumido.
Fecha tua boca e cerra os olhos a estas coisas,
Para que a vida do mundo não se torne um coração a sangrar.
Não busques mais este perigo, este derramamento de sangue;
Daqui em diante, impõe silêncio ao "Sol de Tabriz"".
Ele disse: "Tuas palavras não têm fim.
Agora conta toda a tua história desde o princípio". (Rumi)

2 comentários:

Patrícia disse...

Que a fé de Deus nos faça eternos amigos !!!adoro vc mara ! :D Paty

Bruno Augusto disse...

e nos traz a Igreja essa fé que este poeta, mesmo não professando contempla. Ora, o Amado aí está, a bater cotidianamente em nosso ser, está a chamar, a clamar e em sonoridade com o canto do amor, expele raios de atração. Pudera eu ouvi-Lo e ser atraído para junto de Si com amor, sem reservas, sem negar-lhe um pedacinho de mim como sempre faço... Entrai... tomai-me Senhor, eu preciso e meus sentidos me arrasam, há um "intruso em mim... eu mesmo e o ruim".

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